A verdade sobre os Serial Killers de Mindhunter é perturbadora. A série é um completo sucesso de crítica e público, uma das melhores séries originais Netflix, confira nossa review. A produção é baseada no livro Mindhunter de John E. Douglas, um especialista em investigação criminal. Mas você sabia que todos os protagonistas e assassinos da série são reais? E que todos os assassinatos descritos são realmente verídicos?

Se você não sabia, neste post você encontrará as respostas, os monstros são reais e eles são todos humanos. Descubra a verdade sobre os Serial Killers de Mindhunter!

Atenção!! Pela veracidade dos fatos narrados na série, este texto pode ser considerado Spoiler!!!!!!!

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Edmund Kemper

Este lista da verdade sobre os Serial Killers de Mindhunter tinha que começar com Edmund Emil “Big Ed” Kemper III. Ele foi considerado culpado por assassinato, desmembramento e necrofilia de 10 pessoas, entre 1964 e 1973. Quando tinha 10 anos, disse que teria de matar uma professora do colégio para conseguir um beijo dela. A revelação teria sido feita ao irmão. Além disso, outros relatos dizem que ele “brincava” de decepar os gatos da mãe.

Conhecido como o “gigante assassino”, já que tem 2 metros de altura e pesa cerca de 100 kg.Ele é também autor da bizarra frase: “Quando vejo uma menina bonita andando na rua, uma parte de mim quer levá-la para casa, ser agradável e tratá-la bem; já a outra parte se pergunta como a cabeça dela ficaria em um espeto”. No total, Edmund foi responsável pelo sequestro e assassinato de seis mulheres estudantes, além dos avós, sua mãe e uma amiga dela.

Edmund tinha um prazer imenso ao matar e estuprar colegiais, mas nada se comparava ao deleite que sentia ao fantasiar uma relação sexual com a sua mãe. Era uma depravação edípica ao extremo. A sua compulsão erótica foi ficando cada vez mais forte até tornar-se incontrolável. Determinado dia entrou no quarto da mãe e a assassinou.

Logo após, decapitou-a e violou sexualmente o defunto da própria mãe. Não satisfeito, pegou uma faca e cortou todas as cordas vocais do cadáver, porque afirmava que estava ouvindo a voz da sua mãe em sua mente. Por fim, separou o crânio de sua genitora e passou a dizer tudo o que pensava a seu respeito. Depois foi jogar dardos em seu quarto, um bizarro descanso depois de sua macabra atividade.

Horas após o crime, decidiu convidar a melhor amiga da sua mãe para um jantar em sua casa. Ela, por mais que tenha estranhado, aceitou o convite. Foi uma péssima ideia. Ao chegar à residência de Edmund, este lhe assassinou mediante estrangulamento. No dia seguinte aos dois homicídios, em um domingo de páscoa, Kemper acordou e viajou sem rumo temendo ser preso pela polícia.

Entretanto, no decorrer da viagem, passou a gostar da ideia de ficar famoso por suas atrocidades, mas, ao ler os jornais locais, percebeu que não era tido como suspeito pela autoria de tais delitos. Decidiu, então, ligar para a polícia e confessá-los. Kemper está vivo e preso na Califórnia.

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Jerry Brudos

Jerônimo Henry “Jerry” Brudos estrangulou quatro mulheres na década de 1960 e ficou conhecido como “O Assassino da Luxúria” e “O Assassino do Fetiche de Sapatos”. Bizarramente, esse fetiche começou quando ele tinha apenas 5 anos de idade, depois que brincou com sapatos feminino encontrados em uma lixeira.

Supostamente, ele já roubava até roupas íntimas das vizinhas. Por conta disso, chegou a ser internado e foi acusado de perseguir mulheres na adolescência, bater nelas e fugir com os sapatos. Mesmo assim, em 1961, casou com uma mulher com quem teve dois filhos, e foi morar em Salem, Oregon.

A verdade sobre os Serial Killers de Mindhunter é assombrosa. Ele guardava os sapatos e roupas em uma garagem. Brudos ainda foi acusado de fazer sexo com um dos corpos, amputar os seios de duas vítimas e fazer molde com as partes como troféu.

Enquanto esteve preso tinha imensos catálogos de sapatos femininos na sua cela e dizia que eram o seu substituto de pornografia. Ele fez inúmeros apelos judiciais, incluindo um no qual alegava que uma fotografia tirada a um corpo de uma das vítimas não provava que era culpado. Porque não era o corpo de uma pessoa pelo qual tinha sido condenado de matar.

Brudos morreu na prisão em 28 de Março de 2006, de cancro do fígado. Na altura da sua morte, Brudos era o prisioneiro mais antigo no Departamento Correcional de Oregon, um total de 37 anos, de 1969 a 2006.

9

Dennis Rader

Este individuo macabro só aparece de relance na 1ª temporada da série. Mas não poderia faltar em a verdade sobre os Serial Killers de Mindhunter. Dennis Lynn Rader, o assassino BTK, ativo entre 1974 e 1991. O apelido veio porque ele deixava as palavras escritas nos locais dos crimes; “Bind, Torture, Kill”(em tradução livre seria “Amarrar, Torturar, Matar”). Além da loucura das cenas, como, por exemplo, bonecas amarradas nos corpos das vítimas.

Ficou conhecido por ridicularizar a polícia, ao mandar cartas à imprensa assumindo os assassinatos. Rader era um veterano da Força Aérea americana, escoteiro e graduado no ensino superior. Isso tudo antes de começar a matar. Ele assassinou oito mulheres e dois homens no estado do Kansas. Ele amarrava as vítimas, fazia poemas e se vestia como elas. Atualmente, cumpre dez sentenças de prisão perpétua.

Foi preso em 2005 e nunca demonstrou arrependimento, sendo condenado por ter matado 10 pessoas, mas há quem diga que existem muitos outros crimes não descobertos.

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Monte Rissell

Monte Ralph Rissell matou cinco mulheres em Alexandria, Virgínia. Um maníaco sexual em uma idade muito precoce. Rissell cometeu seus primeiros estupros com apenas 14 anos. Estuprou 12 mulheres e assassinou 5 delas antes de ser preso aos 19 anos. Foi condenado a uma sentença de quatro prisões perpétuas. Tirando isso, sabe-se pouco da sua vida.

De acordo com o Washington Post, as cinco vítimas foram mortas todas num período de nove meses em 1976. Ele continua preso na Virgínia e tem 59 anos, mas não há fotos em registro.

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Richard Speck

Richard Franklin Speck após desistir do colégio quando tinha 15 anos, se tornou um alcóolatra. Com 24 anos, em 1966, Speck se mudou para Chicago em busca de emprego. Tinha a frase “Born to Raise Hell” (“Nascido para Levantar o Inferno”) tatuada no antebraço. Em uma noite, ficou bêbado e foi para uma casa onde moravam oito estudantes de Enfermagem.

Depois de conseguir invadir ameaçando uma delas com uma faca. Speck matou 8 estudantes de Enfermagem na noite de 1966.

Ele amarrou, cada uma delas e foi as matando de forma sequencial. Uma nona jovem, chamada Corazón Amurao estava na casa, mas ela se escondeu embaixo da cama e ele simplesmente não percebeu. A garota fugiu e alertou a polícia. De acordo com o Chicago Tribune, a frase da sua entrevista na série: “essa não era a noite delas”, realmente foi dita.

Speck foi acusado de assassinato em 1º grau e sentenciado à cadeira elétrica em julho de 1967. Mas morreu de ataque cardíaco em 1991, enquanto preso.

6

Darrell Gene Devier

Darrell Devier foi empregado como cortador de árvores por uma empresa que, em novembro de 1979, enviou uma equipe para podar árvores perto da residência dos Stoner, ao longo do direito de passagem da Georgia Power.

Este aqui caiu de “gaiato” em a verdade sobre os Serial Killers de Mindhunter. Devier não era um serial killer, ele foi preso por sequestrar, estuprar e violentar Mary Frances Stoner, uma garota de 12 anos até a morte, com uma rocha. Devier disse aos oficiais que pretendia amarrá-la a uma árvore e depois sair. No entanto, ela gritou, então ele a empurrou. Ela caiu e ele bateu na cabeça dela com uma pedra depois começou a sufocá-la.

Quando ele foi preso, o estado da Geórgia não tinha leis sobre pena de morte, o que mudou durante seu encarceramento. Ele morreu eletrocutado em 1995.

5

David Berkowitz

Na série este individuo só aparece sendo citado em uma palestra, jornais e revistas. “O filho de Sam” como era conhecido, David Berkowitz, cometeu seis assassinatos em série entre 1976 e 1977 em Nova York. Com a justificativa de que estaria recebendo ordens de um cachorro possuído por um demônio. Algumas de suas vítimas sobreviveram, mas ficaram paralíticas ou gravemente feridas.

Em 12 de junho de 1978, o assassino foi condenado a cumprir pena na prisão por seis homícidios, ou 365 anos. Em 1979 Berkowitz sofreu um atentado à faca na prisão. Ele se recusou a identificar o agressor.  Ele ficou com uma cicatriz na garganta. Em 1987 ele se reconverteu ao Cristianismo. Desde então ele tenta conseguir liberdade condicional. Será que a religião mudou o monstro?

4

Charles Manson

Charles Milles Manson é fortemente citado na série pelos seus crimes por isso não tinha como ficar de fora de a verdade sobre os Serial Killers de Mindhunter. Ele é o fundador e líder de um grupo que cometeu vários assassinatos nos Estados Unidos no fim dos anos 1960. Entre as vítimas está a atriz Sharon Tate (na época, grávida de oito meses), esposa do diretor de cinema Roman Polanski.

Ainda criança Manson passou a frequentar reformatórios juvenis nos Estados Unidos. Saiu da prisão aos 33 anos de idade, tendo permanecido preso por longos períodos desde os 9 anos. No ano de 1968, ele formou uma comunidade alternativa em Spahn Ranch, perto de Los Angeles.

Manson tinha ideias grandiosas e um grupo de amigos e admiradores, conhecidos como Família Manson. Eram homens e mulheres de famílias ricas que não tinham bom relacionamento com seus familiares e que, por isso, passaram a morar nas ruas da Califórnia. Alguns dos admiradores de Manson o consideravam uma reencarnação de Jesus Cristo.

Manson foi Condenado à morte em 1971, com a pena posteriormente transformada em prisão perpétua, cumpre pena até hoje na Penitenciária Estadual de Corcoran, na Califórnia.

3

Holden Ford (investigador)

Não poderíamos falar em a verdade sobre os Serial Killers de Mindhunter apenas dos monstros, os heróis merecem ser citados. Holden Ford é baseado em John E. Douglas, o autor do livro Mindhunter. Ele já serviu de inspiração para Jack Crawford em Dragão Vermelho e O Silêncio dos Inocentes.

Douglas redefiniu investigações de assassinatos graças as informações obtidas através de entrevistas com David Berkowitz, John Wayne Gracy, Charles Manson, Richard Speck e Edmund Kemper.

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Bill Tench (investigador)

Bill Tench foi inspirado em Robert K. Ressler, um agente do FBI nascido em Chicago, que se juntou ao FBI em 1970. Ressler também é agente da BSU (Behavioral Science Unit) e criador do termo Serial Killer.

Ele também entrevistou assassinos nos anos 80 e desenvolveu a primeira base de dados de informática de crimes não solucionados, o que ajudou a capturar os criminosos. Trabalhou em casos importantes, incluindo pesquisas para Jeffrey Dahmer e Ted Bundy. Ele morreu em 2013.

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Anna Torv (psicóloga)

Para terminar nosso post sobre a verdade sobre os Serial Killers de Mindhunter, temos a linda psicóloga Anna Torv. Ela é inspirada na Dra. Ann Wolbert Burgess. Ela trabalhou ao lado de Ressler e Douglas na BSU (Behavioral Science Unit). Os quais são creditados ao livro “Homicídio Sexual: Parões e Motivos”, um estudo inovador de assassinos em série publicados em 1988.

Ela foi pioneira no tratamento de trauma e vítimas de abuso, co-fundadora de um programa de apoio a vítimas de violência sexual no Boston City Hospital. Dra. Ann ainda dá aulas no Boston College.

A 1ª temporada de Mindhunter está disponível na Netflix com o total de 10 episódios, e a verdade por trás dela é aterradora e monstruosa. Com o sucesso da série esperamos mais temporadas com mais histórias do lado negro da humanidade narradas com um ótimo roteiro. Quais serão os próximos monstros mostrados a seguir?

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