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The Titan é a mais nova tentativa da Netflix no mundo das produções cinematográficas de Sci-fi. Neste ano já tivemos o sofrível Mudo, a chata animação do Godzilla, o interessante A.I.C.O: Incarnation e o bem executado Altered Carbon, ou seja, o canal realmente está focando neste estilo de conteúdo.

The Titan tem uma premissa simples e clichê, o planeta Terra tem seus recursos naturais esgotados, a poluição toma conta do ar, a miséria, doenças e outros males se disseminam entre a superpopulação. E no centro de tudo a guerra, armas radioativas e químicas estão contribuindo para a extinção da humanidade. Então a alternativa mais viável é tentar migrar a população para um lugar fora do planeta.

Em meio a este futuro caótico, o professor Martin Collingwood (Tom Wilkinson) lidera um projeto revolucionário (e bem surreal também), que possui o objetivo de alterar geneticamente humanos para colonizarem o maior satélite natural de Saturno, Titan. A ideia do experimento é transformar soldados humanos em mutantes super-humanos para conseguirem sobreviver no clima extremo e caótico do local.

Os experimentos tomam um rumo bem extremo, são milhões de dólares investidos em cobaias, que em sua maioria nem sobrevivem. É uma ideia totalmente desumana, controversa, surreal, incabível e idiota. Porque simplesmente não utilizaram estes recursos evolutivos para os humanos ficarem na Terra? São milhões gastos em cada cobaia para uma mutação grotesca, e mais outros milhões para enviar o sobrevivente para a lua de outro planeta. Uma ideia bem tosca.

the titan - Super-humano de Titan.
Super-humano de Titan.

Com o avanço dos experimentos o espectador realmente percebe que a ideia é totalmente inviável. A ideia central do roteiro pode parecer bem interessante de início, mas logo os rumos da história recebem uma abordagem sem sentido. O que parecia ser uma nova abordagem de evolução dos humanos, vira um gore de Sci-fi no estilo “A Experiencia” (1995).

Os efeitos especiais, a boa maquiagem e mascaras acabam se perdendo em um texto sem nexo. A trilha sonora nem se fala, é só mais um “prego no caixão”. The Titan começa com uma ideia, mas rapidamente se perde, e no final acaba não tendo uma importância relevante. Um filme completamente esquecível.

No centro da narrativa temos o soldado Rick (Sam Worthington), sua esposa Abi (Taylor Schilling) e o filho Lucas (Noah Jupe). As atuações são simples, a narrativa não exige um alto nível de dramaturgia do seu elenco, então nem podemos culpar o fracasso de The Titan aos atores. Não existe um foco nos personagens para torna-los significativos para o espectador.

Com direção de Lennart Ruff e roteiro de Max Hurwitz e Arash Amel, The Titan, possui 1 hora e 37 minutos que culminam no resultado do experimento, ou seja, o super-humano de Titan. Um mutante parecendo os alienígenas do filme “Coccon” (1985) . Já estou contando para te poupar de assistir, aproveite o seu tempo em vez de gasta-lo para ver um desfecho vergonhoso e sem sentido como esse.

REVER GERAL
The Titan
Sempre almejei ser orfão de pais bilionários, ganhar poderes com a radiação solar ou proteger a Deusa Athena, mas "One-above-all" não concedeu - me tais dádivas. Descontente com o destino que os deuses me impuseram tornei-me um leitor compulsivo, PCgamer, série maníaco e cultuador da força. Qual pílula você quer? A azul ou vermelha ?